Trabalhadores gastam boa parte da renda em consumo, o que aquece o setor de serviços
ARTHUR GANDINI e
DÉBORA KOMUKAI
Via RROnline
(Também na edição impressa)
O desenvolvimento econômico da região acompanhou a automação das indústrias, em um processo no qual “a máquina substituiu o homem.” O resultado foi a eliminação de postos de trabalho paralelo ao crescimento de um setor de serviços que cresce ligado ao setor industrial do ABC, ramo geralmente com salários maiores. É o que afirma o economista Francisco Funcia.
“Existe uma parte dos serviços que é associada ao crescimento industrial (como transporte de produtos) e outra que é o comércio (lojas, restaurantes). A maioria dos trabalhadores gasta toda sua renda em consumo, se é maior a remuneração, também está aumentando o consumo”.
O maior acesso a bens de consumo pela população com o crescimento do setor de serviços pode ser uma vantagem na mudança do cenário econômico, ainda que relativa, de acordo com a socióloga Lucieneida Praun. “Do ponto de vista da acessibilidade, para quem tem condição de consumir, é melhor (a mudança). Às vezes, para coisas muito básicas você tinha que se deslocar para São Paulo. O problema é: quem tem acesso? Quem tem dinheiro. Quem não tem, continua sem comprar. As pessoas se incluem na sociedade pelo consumo, ligado ao dinheiro. Você pode ter um shopping sofisticado aqui, mas nem todos vão ter acesso a ele”, falou Lucieneida.
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13 de abr. de 2013
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