7 de fev. de 2017
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Seta Atacadista promete começar homologações até sexta-feira

7.2.17
Mais de 300 trabalhadores do ABCD foram demitidos e ainda aguardam direitos trabalhistas

Ex-funcionários vão poder acessar o seguro-desemprego
 e FGTS após a homologação. Foto: Rodrigo Pinto
ARTHUR GANDINI, via ABCD Maior

O grupo Seta Atacadista prometeu em reunião com o Secabc (Sindicato dos Comerciários do ABC), na última segunda-feira (06/02), a fazer homologação de 100 dos cerca de 350 trabalhadores desligados até o fim do mês passado com o fechamento de todas as unidades na Região. Foram desativadas, na semana passada, as três unidades que estavam localizadas em Santo André (Condomínio Maracanã, Vila João Ramalho e Utinga), uma em Mauá (Vila Noemia) e uma em Diadema (Serraria). Os antigos funcionários poderão acessar o seguro-desemprego e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) após a homologação.

“Estamos pressionando o Seta. Eles não vieram (os representantes da empresa) nesta segunda-feira no horário marcado (pela manhã) e acabaram aparecendo de tarde”, reclamou o presidente do sindicato da categoria, Daniel Dias.

Foi decidido na reunião que a empresa irá parcelar o valor da rescisão, após ter feito o processo de confissão de sua dívida, em número de parcelas que não seja considerado grande pelo sindicato, o que ainda não ficou acordado.

Um dos trabalhadores que estiveram pela manhã no sindicato e aguardou o início da reunião disse que a situação dos funcionários demitidos está difícil. “Já vai quase um mês que estamos desempregados. Eles não entram em contato com a gente, mas estamos lutando”, disse o antigo funcionário que foi demitido em 18 de dezembro e trabalhava na Unidade 2 de Santo André. “Minha situação hoje está precária. Ainda bem que não pago aluguel e a minha esposa trabalha”, conta.

A empresa alegou que o atraso para a reunião foi por conta de os documentos apresentados na reunião à tarde ainda não estarem prontos no período da manhã.

Relembre

Cerca de 350 funcionários do Seta Atacadista foram surpreendidos na terça-feira (31/01) quando viram as portas fechadas nas cinco unidades que restavam no ABCD. O fechamento já era temido por conta do desabastecimento em algumas lojas.

Funcionários da Região demitidos também tiveram outra surpresa desagradável na última sexta-feira (03/02) ao descobrirem ao chegar em clínica médica que não poderiam fazer o exame demissional por conta de o grupo empresarial estar em dívidas com o grupo Engemed, responsável pelos exames.

O fechamento de unidades acontece em outros locais do País e rendeu nesta terça-feira (07/02) a ocupação da central de distribuição em Itaquaquecetuba (SP) sob gritos de “Seta caloteiro, cadê o nosso dinheiro!”

O grupo empresarial alega “reestruturação interna” como justificativa para o fechamento das unidades. O encerramento dos supermercados seria momentâneo até o momento, conforme a empresa, e os pontos ainda não serão passados para frente por conta de haver a possibilidade ainda em estudo da reabertura das unidades encerradas.
 
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