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| Nova marca afirma que tudo se trata de um 'grande equívoco' e de estratégia para manter a clientela. Foto: Reprodução/Facebook |
A mudança do nome de duas antigas unidades do Seta Atacadista, em Manaus (AM), tem adicionado um novo capítulo na vida dos trabalhadores demitidos no ABCD e em outras regiões pelo país. O Seta nega qualquer relação com as lojas inauguradas em Manaus.
Cerca de 350 funcionários do Seta Atacadista na Região foram surpreendidos com a descoberta de seus desligamentos, no mês passado, quando viram as portas fechadas nas cinco unidades que ainda restavam no ABCD. O fechamento já era temido por conta do desabastecimento em algumas lojas. Os ex-funcionários também tiveram dificuldade de fazer os exames médicos demissionais, por conta do Seta Atacadista estar em dívida com a empresa responsável.
Trabalhadores demitidos começam a ter suas homolagações feitas na semana passada, após tentativas de contato entre o sindicato da categoria com a empresa. Porém, eles reclamam do parcelamento dos direitos rescisórios ter sido feito em dez vezes e de a primeira parcela ser recebida apenas após 60 dias. Agora, o surgimento das unidades da “Flecha Atacadista”, no mesmo local de antigas unidades o grupo, traz a suspeita que a empresa tenha demitido trabalhadores sob a alegação de reestruturação por conta da crise econômica e esteja apenas mudando o nome das lojas.
“Todo mundo fala que deve ser eles mesmos, que trocaram apenas seta por flecha, apenas o nome fantasia”, afirma ex-funcionária de unidade de Santo André sobre o que tem ouvido de outros trabalhadores da loja fechada. Antigo empregado de outra unidade fechada na cidade também cita suspeita. “A gente tem dúvida, (o nome) é parecido, mas ninguém tem noção do que está acontecendo”, afirma. “A gente acha que (a nova loja) podia ser do Seta, como eles vivem trocando de CNPJ”, declara ele, que afirma que a loja na qual trabalhou havia mudado de nome jurídico por duas vezes.
A página no Facebook “O SETA vai ter que pagar”, mantida por ex-funcionários e que tem repercutido protestos contra a empresa pelo país”, acusa a mudança de nome em Manaus. “Depois do calote, Seta vira “Flecha”, afirma a página em post. “É tanta cara de pau que os caras nem trocaram as cores do logo. Os donos são os mesmos!”, acusa a página.
‘Grande equívoco’
O Seta Atacadista, por meio de sua assessoria de imprensa, afirma não possuir relação com as lojas inauguradas em Manaus (AM), que teriam comprado os antigos espaços e aberto novas lojas com nome similar ao da rede.
Já a Flecha Atacadista, por meio de sua página no Facebook, afirmou à reportagem do ABCD Maior que tudo se trata de um “grande equívoco que vem trazendo irreversíveis transtornos”.
A página afirma que os antigos pontos comerciais foram comprados pelo grupo RT Comércios e Frios, que “optou por manter parte da identidade do SETA como estratégia de mercado de manter clientela”. O grupo, contudo, não teria o objetivo de expandir a rede para fora do Estado que, na verdade, busca ser um atacarejo ao invés de uma rede atacadista.
De acordo com a loja, todos os dia a página no Facebook recebe entre 20 e 30 mensagens de ex-funcionários acusando sobre a mudança de nome e pedindo que seus direitos sejam pagos. “O problema foi que de alguma forma o descontentamento dos funcionários afastados pelo SETA em outras regiões do país se acharam encanados, mas em relação às vendas em nada nos atrapalhou. Logo a estratégia foi acertava nesse ponto”, defende a empresa.
