25 de out. de 2012
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Workshop discute dificuldade para se contratar pessoas deficientes

25.10.12
Empresas com mais mais de 99 funcionários tem de
preencher o seu quadro profissional com entre 2% e
 5% de pessoas deficientes. Foto: Divulgação
De acordo com especialista, faltam profissionais e muitas vezes interesse das empresas em preencher as cotas

ARTHUR GANDINI, via ABCD Maior

O centro de serviços municipais Atende Fácil, de São Caetano, ofereceu um workshop sobre o mercado de trabalho para deficientes nesta quarta-feira (24/10) em  suas dependências, no centro do município.

O evento foi direcionado a empresários e profissionais da área de RH (Recursos Humanos) e orientou aos presentes como facilitar a contratação e permanência de deficientes no mercado de trabalho, através de ferramentas como reformas no local de trabalho, tal como rampas de acesso, para facilitar a mobilidade dos profissionais. As palestras foram ministradas pelos consultores Rafael Publio e Aline Morais.

De acordo com Lilian Fernandes, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida de São Caetano, há dificuldade para contratar e manter no trabalho pessoas com deficiências. Falta número maior de pessoas qualificadas e muitas vezes o empresário não se interessa por fazer reformas de mobilidade na empresa.

De acordo com a lei nº 8.213 de 1.991, empresas com até 200 funcionários tem de preencher seu quadro de profissionais com até 2% de deficientes; as que tem de 201 a 500 com 3%; de 501 a 1.000 com 4%; e as com mais de 1.000 com 5% de seu quadro.

Para a secretária, muitos profissionais contratam pessoas com deficiência apenas para não levarem multa do Ministério Público, que pode variar de R$ 36 a R$ 3.623, dependendo do número de contratações que não foram feitas, de acordo com a lei. Entretanto, para Lilian, muitos outros donos de empresas tem vontade de ajudar, mesmo tendo quadro pequeno de funcionários. Ela atribui isso a uma maior consciência. “Normalmente a pessoa que já teve contato com algum deficiente, na família, entre os amigos, tem um olhar mais diversificado”, afirma.

A CTR (Central de Trabalho e Renda) ofereceu até setembro desse ano 181 vagas para deficientes, sendo que apenas 26 foram preenchidas. Já em 2011, 26 de 181 oportunidades para deficientes foram preenchidas na central.

No PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de Ribeirão Pires, três de 56 vagas especiais foram ocupadas na central de janeiro a agosto de 2012, que começou a fazer o cálculo apenas nesse ano.

Os demais centros de trabalho do ABCD não souberam ou puderam dar informações sobre o preenchimento de vagas para deficientes até a publicação dessa reportagem.

Leia mais: Sobra vaga para deficiente no mercado de trabalho
 
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